Os torcedores que foram ao Engenhão se preparavam para ver o Botafogo conquistar a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Tudo estava dando certo: um jogador a mais, bom público no Engenhão e placar favorável contra um Nautico retrancado. Porém, um gol de Adriano aos 37 do segundo tempo garantiu uma igualdade amarga por 1 a 1 para os cariocas.
Apesar estar invicto a 12 jogos, o Botafogo lamenta o empate que o mantém na quarta posição. Porém, dependendo dos resultados de domingo, a equipe pode terminar a 23ª rodada fora do G-4.
O Náutico, que pareceu inofensivo durante quase todo o jogo, conseguiu um ponto importante, mas insuficiente para retirá-lo da zona de rebaixamento.
O jogo foi de um time só: Botafogo. As bolas rondando o gol do Náutico não cessaram. Recuado, o Timbu recorreu à cera logo nos minutos iniciais. Cada lateral era cobrado com bastante calma, o que começou a impacientar os torcedores. O ritmo da partida caiu, assim como parte da energia do Engenhão. As arquibancadas atrás dos gols ficaram sem iluminação.
Após varias chances perdidas, aos 39 minutos, porém, o gol enfim saiu. Túlio encontrou Lucio Flavio livre dentro da área. O apoiador olhou e rolou para Carlos Alberto, com o gol aberto, apenas empurrar de perna direita.
O gol empolgou os alvinegros. E Lucio Flavio fez jogada de craque logo depois. O camisa 10 driblou três adversários na ponta direita e finalizou na trave. Foi o bastante para ter o nome gritado em coro no Engenhão.
Somente no final do primeiro tempo é que o Nautico teve duas chances de empatar com Kuli e NegretI,em ambas os lances o goleiro Castilho do Botafogo fez boas defesas.
No segundo tempo a historia era a mesma : Botafogo pressionando e o Nautico se defendendo . Em 5 minutos, o time carioca perdeu 3 chances de gol com Gil, e Carlos Alberto por duas vezes.
O segundo gol parecia questão de tempo. Aos oito, Gil acertou o travessão. A expulsão de Alceu, aos 15 minutos, facilitou ainda mais a tarefa do Botafogo. O jogador alvirrubro deu entrada forte em Thiaguinho.
Em uma das raras chances do Náutico, Radamés subiu na pequena área e cabeceou para o chão. A bola entraria, se não fosse o pé salvador de Triguinho. Enquanto a torcida pedia “mais um”, os visitantes assustavam. Ruy encontrou Felipe livre, na área. Atento, Castillo saiu com o pé direito e tirou.
O imrpovável aconteceu. Após escanteio da direita, Castillo falhou e Adriano empatou a partida para o Náutico, aos 37 minutos do segundo tempo.
Atônitos com o empate, o Botafogo partiu para cima nos minutos finais. Nos acréscimos, Zé Carlos e Zárate se enrolaram na área e perderam a chance. O goleiro Castillo arriscou-se como atacante, mas foi em vão. No fim, vaias dos botafoguenses e vibração (contida) dos alvirrubros.
E foi só.


